Thursday, September 20, 2012

Aos que ficam na Índia. Ou foram pro México.


e num repente, 
a consciência da inconsciência
sobre uma coisa qualquer, sem nome ou origem
que me corrói a alma e me faz triste

calor e frio, lâmina cortando a pele
febre talvez seria, mas não é o caso.
Saudade.

de tudo o que não foi.
Será?

(Francisco Vargas)

5 comments:

Glorinha said...

Então, a saudade agora será ao contrário, e já tá chegando, de mansinho.
Ainda bem que existe a tecnologia que mantém as pessoas conectadas em tempo real, aliviando esse buraco que fica no peito da gente.
Um abração, que Deus o abençôe nesse finalzinho de temporada na Ìndia.

Teresa said...

[...]Porque é sempre de nós que nos separamos quando deixamos alguém,
É sempre de nós que partimos quando deixamos a costa,
A casa, o campo, a margem, a gare, ou o cais.
Tudo que vimos é nós, vivemos só nós o mundo.
Não temos senão nós dentro e fora de nós[...]

Álvaro de Campos

Gisele Reis Simões said...

Lindo, Teresa!!! Adoro Álvaro de Campos...
Melhor que os poemas desse tal de Francisco Vargas, rsrs! Brincadeira!
Cheguei à conclusão que o sentimento é o mesmo da sua ida. A gente já tava esperando vc voltar desde quando vc foi! Que bom que tá chegando...
Um beijo!

Teresa said...

Que a Índia e o bloguembrancodojulim tenham continuidade... em nós! Boa viagem de volta!!!

Unknown said...

Boa viagem!