... e vocês acham que eu iria deixar assim barato, sabendo que tem internet no Oroporto?
Aqui estamos, minha gente.
No Aeroporto, enrolando pra entrar no avião.
Tive um "último almoço", e depois uma "última ceia".
E no último dia, descasquei um abacaxi tirando do suvaco um táxi pra uma mulher que tava precisando.
Isso às 19:00.
Às 20:20 tive minha última ceia.
E as 23:00 vim pro Aeroporto!
E agora são... 4:30 de sábado.
Eu decidi escrever esse último post só pra dizer o seguinte:
Valeu a pena?
SIM!
Porque?
Porque discerni muita coisa de mim, descobri que não tem nada de errado em ser sensível, chorão, agri-doce.
Fiquei com fama de "doce", "sweet person", "kind", "gentleman" e outros adjetivos.
Pelo Gijo, que fala português, "polifacético", "multi-talentoso", "sincero", "profundo".
Por uma ou outra pessoa (assim esperamos), devo ter sido até bonito. Ou muito bonito!
A parte do doutorado, de escrever?
Descobri que não tem o menor mistério. Leia.
Entenda.
Escreva.
Defenda.
Fim.
"você quer voltar?"
Não, eu não quero.
Eu vou voltar.
Assim que possível.
Voltarei, farei meu pós-doutorado e mergulharei mais e mais na cultura maravilhosa da Índia, que no final das contas, é sobre... realidade.
Só pude ser livre, salvo, amante de Deus, de Maria, de todas essas coisas que nos ensinam a amar mas não dizem quem são, quando encontrei esse menino perdido no Templo, ensinando os doutores.
O Templo que sou eu.
Os doutores que sou eu.
O menino que sou eu.
O ensinamento que sou eu.
Volto podre de rico.
Na verdade, financeiramente, beiro a bancarrota.
Não tô nem aí.
Eu vim na Índia.
Eu conheci a Índia.
Eu passeei pela Índia.
Os indianos me confundem com eles mesmos.
E eu vou voltar pra Índia.
Quem quiser vir, é convidado.
Quem não quiser, também é.
E quem vier, viverá.
Beijo.
Avisem as crianças que há presentes a todos.
Até pra Rafaela Terra, lá em Ubá.
E será entregue pessoalmente!
(Ah, nao sei quem é Rafaela.. quem é? Quem é? É minha amiga, uai. Que você tem com isso, interlocutor...?)
Aqui estamos, minha gente.
No Aeroporto, enrolando pra entrar no avião.
Tive um "último almoço", e depois uma "última ceia".
E no último dia, descasquei um abacaxi tirando do suvaco um táxi pra uma mulher que tava precisando.
Isso às 19:00.
Às 20:20 tive minha última ceia.
E as 23:00 vim pro Aeroporto!
E agora são... 4:30 de sábado.
Eu decidi escrever esse último post só pra dizer o seguinte:
Valeu a pena?
SIM!
Porque?
Porque discerni muita coisa de mim, descobri que não tem nada de errado em ser sensível, chorão, agri-doce.
Fiquei com fama de "doce", "sweet person", "kind", "gentleman" e outros adjetivos.
Pelo Gijo, que fala português, "polifacético", "multi-talentoso", "sincero", "profundo".
Por uma ou outra pessoa (assim esperamos), devo ter sido até bonito. Ou muito bonito!
A parte do doutorado, de escrever?
Descobri que não tem o menor mistério. Leia.
Entenda.
Escreva.
Defenda.
Fim.
"você quer voltar?"
Não, eu não quero.
Eu vou voltar.
Assim que possível.
Voltarei, farei meu pós-doutorado e mergulharei mais e mais na cultura maravilhosa da Índia, que no final das contas, é sobre... realidade.
Só pude ser livre, salvo, amante de Deus, de Maria, de todas essas coisas que nos ensinam a amar mas não dizem quem são, quando encontrei esse menino perdido no Templo, ensinando os doutores.
O Templo que sou eu.
Os doutores que sou eu.
O menino que sou eu.
O ensinamento que sou eu.
Volto podre de rico.
Na verdade, financeiramente, beiro a bancarrota.
Não tô nem aí.
Eu vim na Índia.
Eu conheci a Índia.
Eu passeei pela Índia.
Os indianos me confundem com eles mesmos.
E eu vou voltar pra Índia.
Quem quiser vir, é convidado.
Quem não quiser, também é.
E quem vier, viverá.
Beijo.
Avisem as crianças que há presentes a todos.
Até pra Rafaela Terra, lá em Ubá.
E será entregue pessoalmente!
(Ah, nao sei quem é Rafaela.. quem é? Quem é? É minha amiga, uai. Que você tem com isso, interlocutor...?)
10 comments:
Hahaha.. já tá voltando nosso Julim, do jeito que ele é mesmo!!! E que não mude nunca! Seja bem-vindo!!!
Que maravilha!
Muito obrigada, você não me decepcionou, até o último dia de estadia, escrevendo, publicando, cada centímetro de suas impressões e sentimentos, dando-nos a oportunidade de te acompanhar nessa incrível e fantástica experiência que Deus te proporcionou.
Seja muito benvindo, Julim, faça uma boa viagem, com Jesus e com Maria,aquela mesma que te consagrou.
Um grande abraço e as bênçãos de Deus!
Bem vc mesmo, sendo completamente outro... quer mais barroco que isso?
Boas viagens, de ida, de vinda, de volta, pra fora e pra dentro de vc...
Um beijo, princeso!
Saudade gigante!!
Quem é Rafaela?
Outra coisa: numa das suas voltas, eu vou junto!
oi, julim, que lindo tudo o que vc viveu e sentiu.E aqui vai um pedaço de um poema que a gente adora e que tem tudo a ver com tudo. com carinho. Bárbara e Robert
Poema do Menino Jesus
Num meio-dia de fim de Primavera
Tive um sonho como uma fotografia.
Vi Jesus Cristo descer à terra.
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.
Tinha fugido do céu.
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu tudo era falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras.
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem
E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações. (...)
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz ao braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras aos burros,
Rouba a fruta dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.
A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as coisas.
Aponta-me todas as coisas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.
(...)
Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural.
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é por que ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre.
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.
A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.
Outra coisa: numa das suas voltas, eu vou junto! [2]
Nao é "Poema do Menino Jesus"...! É "O Guardador de rebanhos - VIII"!!!!
Falta de respeito...!
Esse poema é do Luis Fernando Veríssimo, não?
Cristo... é do Fernando Pessoa! Como um heterônimo, que não lembro qual.
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