Meu íntimo, meu igual aqui diante de mim
estou segurando tua mão
Não te ouço nem te vejo
Não te percebo, portanto estás aqui
Nas brumas mais ocultas do meu pobre coração
Eu te encontro a mendigar
Por meu olhar, por uma lembrança de teu nome
Por permitir que respires em mim
Eu sou teu suspiro mais profundo de amor
Sou tua pobre esposa Senhor, a desejar que teu calor aqueça em mim
Ao meu redor o mundo te revela a mim, que só sei querer
Que enfim eu me perca em Ti.
Nos bancos solitários do Jardim eu te espero
Quero ouvir-te aproximar
E sempre concluo que não podes vir a mim
Posto que em mim sempre estás
Meu vogar, minha esperança é vã
meu desejo é parcial, imaturo estou a te desejar
Fala-me e converte o meu coração
e entenderei
Que o chamado é te viver
Eu não sei se me convém amar-te assim
Se eu bem sei que és em mim
Porque então desejar te encontrar?
Jogo-me aos teus pés e descanso assim
pobre de mim
Que desejo o que É, e não há.
2 comments:
MARAVILHOSO!!!!!
Muito belo seu poema, sempre triste, acho.
Te adoro, viu?
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