Hoje... hoje o dia foi um marasmo!!
Fui na missa, que foi terrivelmente corrida pelo padre.
Como agora eu tenho o ordinário, notei que ele fez a forma menos solene, o que em teoria está liturgicamente errado devido a hoje ser um domingo, de acordo com o Arcebispo-Maior (patriarca) Siro Malabar.
Aliás, quando eu for a Cochin, vou pedir uma audiência com o Patriarca Siro Malankara e com o Siro Malabar. Quero porque quero fazer uma entrevistinha com eles, porque julgo que daria um ótimo embasamento pra artigo teológico, seja paper, tese, livro, sei lá. Portanto, vou tentar.
Depois da missa, vim pra casa e muntei no Ananias. Como ele deu pau nessa semana, algumas notas de rodapé e coisas assim saíram do lugar (vírus) e deu um trabalho considerável arrumar tudo. Em alguns parágrafos apareceram quadradinhos, essas coisas. Eu achei que ia levar meia hora, mas quando eu apagava o quadradinhos, eles apareciam em outro lugar e o parágrafo "andava" pra frente ou pra trás, recuando ou tabulando. Uma doideira. Mas consegui ajeitar bonitinho e fazer uma segunda revisão ortográfica. Topo pagar mico de ter inglês ruim, mas não king kong de inglês péssimo, né... Tem que ter em mente que o Editor e os revisores da Revista todos têm graduação em Letras.
Aliás isso é comum entre os teólogos e padres daqui, fazer Letras. Deve ser pra melhorar o inglês, que não é língua nativa de ninguém, e também o sânscrito e tâmil, que são línguas nas quais se deve escrever para ser respeitado entre eles.
Enfim... fiz a tal revisão e comecei a ajeitar também a resenha do livro que pediram. E jantei e demos um passeio pelo campus. É que tinha chapati, que é um pão ázimo muuuuito do bom, então comemos até entortar. Turista é uma coisa triste. Quando ajuntam dois, três ou seis então, nem se fala. Sei o nome de quatro: Eu, Marco, Girma, Philip. Os outros dois etíopes têm nomes muito difíceis.
O Amárico tem alguns fonemas/palavras um pouco malucos. Notei que para falar "oh, claro" basta abrir a boca e aspirar. Tem um a, no meio dessa aspiração. É um HA pra dentro. E o nome do chapati em amárico (chama outra coisa e é uma versão menor da mesma coisa, mas enfim... eles disseram que parece muitíssimo) tem um clique no meio. Chama Tche*sa. Esse * é produzido estalando a língua no céu da boca, por vácuo, igual a gente fica brincando. Igual o burro do Shrek.
Aí demos uma volta pra coisa toda assentar e aqui estamos, nesse feliz dia das mães.
http://en.wikipedia.org/wiki/Indian_bread <-- aqui vocês têm uma galeria de imagens dos pães daqui. O meu preferido é o Nan.
Eu tava pensando mais cedo, em um intervalo, em como foi bonitinha a Isabela me mostrando a mãozinha que a Ana Clara (acho que foi ela, ou alguma outra menininha lá da escola) mordeu. Isso mesmo. Mordeu, e a Isabela tava revoltada sacudindo a mãozinha na frente da webcam e falando no dialeto próprio dela sobre o ocorrido. Então resolvi encarar o desafio de pensar isso por escrito. E, como hoje foi um dia em que passei uns 80% em língua bárbara, veio em língua bárbara. Ficou assim:
In the way you show me your tiny hands
With the tiny bite signs made by someone who see in you merely an object
I saw myself showing the Almighty my empty hands
With these tiny bite signs made by life.
Life has bitten me, and while the crows outside my window yell “cras” every morning
I shout loudly “hodie!” and stand myself
Just to make time run as fast as it can
So that I may be pleased listening your beautiful voice yelling my name
Not tomorrow, neither yesterday
But today, in a everlasting morning still evanescent between your tiny bitten hands.
Se tá escrito certo? quem liga? quando se escreve verso pra alguém, se é autorizado a usar das palavras como se queira, simplesmente porque fica bonito ou soa bem ou transmite ou (na maior parte das vezes) insinua sem transmitir.
Portanto, num tô nem aí. Eu gostei.
Fui na missa, que foi terrivelmente corrida pelo padre.
Como agora eu tenho o ordinário, notei que ele fez a forma menos solene, o que em teoria está liturgicamente errado devido a hoje ser um domingo, de acordo com o Arcebispo-Maior (patriarca) Siro Malabar.
Aliás, quando eu for a Cochin, vou pedir uma audiência com o Patriarca Siro Malankara e com o Siro Malabar. Quero porque quero fazer uma entrevistinha com eles, porque julgo que daria um ótimo embasamento pra artigo teológico, seja paper, tese, livro, sei lá. Portanto, vou tentar.
Depois da missa, vim pra casa e muntei no Ananias. Como ele deu pau nessa semana, algumas notas de rodapé e coisas assim saíram do lugar (vírus) e deu um trabalho considerável arrumar tudo. Em alguns parágrafos apareceram quadradinhos, essas coisas. Eu achei que ia levar meia hora, mas quando eu apagava o quadradinhos, eles apareciam em outro lugar e o parágrafo "andava" pra frente ou pra trás, recuando ou tabulando. Uma doideira. Mas consegui ajeitar bonitinho e fazer uma segunda revisão ortográfica. Topo pagar mico de ter inglês ruim, mas não king kong de inglês péssimo, né... Tem que ter em mente que o Editor e os revisores da Revista todos têm graduação em Letras.
Aliás isso é comum entre os teólogos e padres daqui, fazer Letras. Deve ser pra melhorar o inglês, que não é língua nativa de ninguém, e também o sânscrito e tâmil, que são línguas nas quais se deve escrever para ser respeitado entre eles.
Enfim... fiz a tal revisão e comecei a ajeitar também a resenha do livro que pediram. E jantei e demos um passeio pelo campus. É que tinha chapati, que é um pão ázimo muuuuito do bom, então comemos até entortar. Turista é uma coisa triste. Quando ajuntam dois, três ou seis então, nem se fala. Sei o nome de quatro: Eu, Marco, Girma, Philip. Os outros dois etíopes têm nomes muito difíceis.
O Amárico tem alguns fonemas/palavras um pouco malucos. Notei que para falar "oh, claro" basta abrir a boca e aspirar. Tem um a, no meio dessa aspiração. É um HA pra dentro. E o nome do chapati em amárico (chama outra coisa e é uma versão menor da mesma coisa, mas enfim... eles disseram que parece muitíssimo) tem um clique no meio. Chama Tche*sa. Esse * é produzido estalando a língua no céu da boca, por vácuo, igual a gente fica brincando. Igual o burro do Shrek.
Aí demos uma volta pra coisa toda assentar e aqui estamos, nesse feliz dia das mães.
http://en.wikipedia.org/wiki/Indian_bread <-- aqui vocês têm uma galeria de imagens dos pães daqui. O meu preferido é o Nan.
Eu tava pensando mais cedo, em um intervalo, em como foi bonitinha a Isabela me mostrando a mãozinha que a Ana Clara (acho que foi ela, ou alguma outra menininha lá da escola) mordeu. Isso mesmo. Mordeu, e a Isabela tava revoltada sacudindo a mãozinha na frente da webcam e falando no dialeto próprio dela sobre o ocorrido. Então resolvi encarar o desafio de pensar isso por escrito. E, como hoje foi um dia em que passei uns 80% em língua bárbara, veio em língua bárbara. Ficou assim:
In the way you show me your tiny hands
With the tiny bite signs made by someone who see in you merely an object
I saw myself showing the Almighty my empty hands
With these tiny bite signs made by life.
Life has bitten me, and while the crows outside my window yell “cras” every morning
I shout loudly “hodie!” and stand myself
Just to make time run as fast as it can
So that I may be pleased listening your beautiful voice yelling my name
Not tomorrow, neither yesterday
But today, in a everlasting morning still evanescent between your tiny bitten hands.
Se tá escrito certo? quem liga? quando se escreve verso pra alguém, se é autorizado a usar das palavras como se queira, simplesmente porque fica bonito ou soa bem ou transmite ou (na maior parte das vezes) insinua sem transmitir.
Portanto, num tô nem aí. Eu gostei.
4 comments:
que legal as coisas que vc escreveu...quando eu fui à inglaterra, conheci um afegão que falava pashtu e o yes em pashtu era assim também , um há aspirado, eu morria de rir porque ele ia falar yes em ingles e aspirava.
tadinho onde estará aquela criatura?
...
julinho, hoje comece uma novena a santa rita de cássia e a jesus por mim, para meu concurso. na terça que vem dia 22.
seja o que deus quiser. beijo
Queria provar todos. Hummmm......
Legal! Quando a Isabela souber ler em inglês ela poderá ver o poema e saber que tb participou disso!! Por enquanto ela só sabe que o lhilhilhish (alguma coisa assim)fica aparecendo no computador da vovó...
A propósito: foi ela quem mordeu na Maria Clara. Aquela marca na mãozinha é da unhada que a Maria Clara deu nela, mas se pergunta quem foi ela fala: alau (Ana Laura, uma outra coleguinha que não tinha nada a ver com a história), mas.... whatever.... a idéia continua sendo a mesma.
Huahuahua, muito fofa a Bebela, enfezadíssima com a unhada...
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