Gente, toooodo mundo sabia que esse dia chegaria:
Não tô com vontade de escrever nada!!! Por isto, vou publicar um poeminha que escrevi há muito tempo, tá?
Espero que vocês gostem, porque meu sonho futuro é ter um livretinho de poesia só meu. Escolhi um sobre o Adão, que faz carrancas com um facão em uma madeira que chama favela lá em Pirapora. O Frederico deve lembrar dele.
Toma:
Não tô com vontade de escrever nada!!! Por isto, vou publicar um poeminha que escrevi há muito tempo, tá?
Espero que vocês gostem, porque meu sonho futuro é ter um livretinho de poesia só meu. Escolhi um sobre o Adão, que faz carrancas com um facão em uma madeira que chama favela lá em Pirapora. O Frederico deve lembrar dele.
Toma:
Finca o pé no barro lamacento donde veio
e vai cedendo espaço à vontade do mais forte
conformando sua matéria ao rosto que vai se impondo
mas fazendo questão de não abrir mão do próprio veio.
A dureza se transforma em maciez relativa
posto que o que talha bem podia trazer morte.
Cara feia, divertida, leve e até faceira se formando
nessa cisma pueril de viver e vencer-se, a favela.
Olha o produto, gira-o, contempla-o, aprova
Nariz reto, narinas grandes, boca torta, olhos arregalados
dentes num sorriso careteiro, língua solta meio de fora
E mantém-se de pé, lutando com o rio que a quer morta
a carranca que espanta demônios e maus-olhados
Vinda do barro, marcada na testa e refazendo-se nova.
1 comment:
É, esse dia chegaria mais cedo ou mais tarde...
Gosto muito desse soneto!
Gosto de todos, vc escreve muito bem!!
Um beijo, meu lindo!
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