Que coisa boa aconteceu hoje!
O restaurante Universitário voltou a funcionar, tanto na graduação (Christ University) quando o da pós (Dharmaram Vidya Kshetram).
Serviram um jantar gratuito, e eu fui, claro.
Arroz redondo (parecendo canjiquinha), batatas incandescentes, de tanta pimenta, curry de frango e vagem.
E, se o seu revestimento intestinal fosse de aço, ainda podia querer pegar uma coisa vermelha que, certamente, era picante.
A partir de amanhã, assim, se eu quiser não cozinha é coisa nenhuma, nem preciso. Isso poupará tempo!
Tenho idéia de pagar os seis meses de aluguel adiantado, como é costume por aqui. Na verdade, o recém inquilino muitas vezes paga um ano adiantado, vejam só...
Bem, o Ananias voltou à vida, pero em inglês. Catei um CD do Windows, desisti de lutar e formatei o pobre. Agora ele fica falando inglês. Algumas coisas têm um nome esquisito, então não consigo encontrar o que o manual dele refere. Sim, trouxe o manual. Aliás, pessoas de quem eu já consertei as coisas sempre ouviram isso ao final do processo: "leia o manual". Se todo mundo ler o manual, nada estraga. Por exemplo, o pequeno computador da Asus (o Ananias) está com desempenho excelente. Finalmente o manual dele pôde ser seguido à risca, pois foi utilizado exatamente o software que ele recomenda. Windows Xp US_EN SP2. Portanto, leia o manual.
Comecei a ler também o livro Gitanjali, do Tagore. Se não me falha a pouca memória de Bengali, Gitajali e "cantos para a oferta" ou "cantos ofertados" ou "oferta de cantos". Algo por aí.
Enfim... é lindo. Tenho um novo favorito. Está no alto do mesmo pedestal que o Fernandinho Pessoas (ele era esquizofrênico, tenho certeza) e o maluco Oswald de Andrade (pernas e cabeças na calçada).
Não fiz muito além de ler e adequar um pouco o artigo sobre o Leonardo Boff. Faltam notas de pé de página aqui e ali, amanhã fica pronto e envio para o revisor de grafia inglesa, o Google Translator, pra conferir ortografia. O resto, menino, é isso mesmo. Não sei inglês bonito, nem português! O cucaracho vai ler o meu artigo, e eu vou ler o dele. O acordo é que, se entendermos, está bom.
As crianças se multiplicaram mais. Agora tem uma menina um pouco mais velha no meio delas, ela é linda. De trancinhas. Ah, gente, que vontade que dá de terminar tudo que tenho pra fazer e ensinar eles a jogar búlica (ou balbúrdia, né Barbara?).
Outra coisa que aconteceu é que o campus foi invadido por freiras. Umas 50. Moram em uma outra casa, chamada Adhyana, que fica não muito longe daqui. Hábitos diversos e muitas cores, também.
Entre os hábitos, o que eu mais gosto é um que é meramente um saree bege. Uma roupa comum. Esse é o mais lindo, e assim uma Maria indiana. E freiras indianas realmente indianas. O saree é um pano enrolado, por baixo usa-se um shortinho e um top. É muito fresco e arejado. A versão masculina é o dhoti, aquela batona com uma saia tubinho, que também é meramente um pano enrolado. Quando eu voltar pro Brasil, vou de dhoti só de pirraça.
E vou aparecer pra dar umas palestras sobre Índia, se for convidado, de dhoti e com cara de maluco, só pra chocar a burguesia.
Aqui, fiz um voto solene de andar pra baixo e pra cima de short e bermuda, ignorando a suposta proiição de usar essas roupas, que não encontrei em lugar nenhum. Se alguém se incomodar e me falar sobre isso,a aceito usar calça. Mas me sinto muito no direito de não ser indiano e de não querer ficar suando de calça comprida debaixo de um sol de 30 graus.
É. É isso. Tenho esperança de fazer o skype funcionar no Ananias, por enquanto não deu certo...mas pelo menos o Word voltou. Ufa... como eu tava com medo de perder tudo!!!
E, também para a nossa alegria, não foram encontrados vírus nos backups que eu fiz. ..
Eu termino citando o Tagore, pra vocês saberem como é lindo:
Fizeste-me sem mim, pois este é o teu prazer. Vives esgotando esta taça frágil e enchendo-a sempre de vida fresca.
Levaste por montes e vales esta pequena flauta de bambu, e soprando-a atravessaste-a de melodias sempre novas.
Ao toque imortal das tuas mãos, o meu pequeno coração esquece os limites da alegria e cria inexprimíveis expressões.
Teus dons infinitos vêm a mim apenas sobre estas minhas tão exíguas mãos.
Passam os tempos, vais vertendo sempre, e sempre há o que encher.
(Anjal I)
Por mim, tinha escrito só isso aí hoje, e já tava bom.
Mas eu sei que muitos ficam ávidos por novidades, e hoje as houve, pois...
Queijos a todos.
O restaurante Universitário voltou a funcionar, tanto na graduação (Christ University) quando o da pós (Dharmaram Vidya Kshetram).
Serviram um jantar gratuito, e eu fui, claro.
Arroz redondo (parecendo canjiquinha), batatas incandescentes, de tanta pimenta, curry de frango e vagem.
E, se o seu revestimento intestinal fosse de aço, ainda podia querer pegar uma coisa vermelha que, certamente, era picante.
A partir de amanhã, assim, se eu quiser não cozinha é coisa nenhuma, nem preciso. Isso poupará tempo!
Tenho idéia de pagar os seis meses de aluguel adiantado, como é costume por aqui. Na verdade, o recém inquilino muitas vezes paga um ano adiantado, vejam só...
Bem, o Ananias voltou à vida, pero em inglês. Catei um CD do Windows, desisti de lutar e formatei o pobre. Agora ele fica falando inglês. Algumas coisas têm um nome esquisito, então não consigo encontrar o que o manual dele refere. Sim, trouxe o manual. Aliás, pessoas de quem eu já consertei as coisas sempre ouviram isso ao final do processo: "leia o manual". Se todo mundo ler o manual, nada estraga. Por exemplo, o pequeno computador da Asus (o Ananias) está com desempenho excelente. Finalmente o manual dele pôde ser seguido à risca, pois foi utilizado exatamente o software que ele recomenda. Windows Xp US_EN SP2. Portanto, leia o manual.
Comecei a ler também o livro Gitanjali, do Tagore. Se não me falha a pouca memória de Bengali, Gitajali e "cantos para a oferta" ou "cantos ofertados" ou "oferta de cantos". Algo por aí.
Enfim... é lindo. Tenho um novo favorito. Está no alto do mesmo pedestal que o Fernandinho Pessoas (ele era esquizofrênico, tenho certeza) e o maluco Oswald de Andrade (pernas e cabeças na calçada).
Não fiz muito além de ler e adequar um pouco o artigo sobre o Leonardo Boff. Faltam notas de pé de página aqui e ali, amanhã fica pronto e envio para o revisor de grafia inglesa, o Google Translator, pra conferir ortografia. O resto, menino, é isso mesmo. Não sei inglês bonito, nem português! O cucaracho vai ler o meu artigo, e eu vou ler o dele. O acordo é que, se entendermos, está bom.
As crianças se multiplicaram mais. Agora tem uma menina um pouco mais velha no meio delas, ela é linda. De trancinhas. Ah, gente, que vontade que dá de terminar tudo que tenho pra fazer e ensinar eles a jogar búlica (ou balbúrdia, né Barbara?).
Outra coisa que aconteceu é que o campus foi invadido por freiras. Umas 50. Moram em uma outra casa, chamada Adhyana, que fica não muito longe daqui. Hábitos diversos e muitas cores, também.
Entre os hábitos, o que eu mais gosto é um que é meramente um saree bege. Uma roupa comum. Esse é o mais lindo, e assim uma Maria indiana. E freiras indianas realmente indianas. O saree é um pano enrolado, por baixo usa-se um shortinho e um top. É muito fresco e arejado. A versão masculina é o dhoti, aquela batona com uma saia tubinho, que também é meramente um pano enrolado. Quando eu voltar pro Brasil, vou de dhoti só de pirraça.
E vou aparecer pra dar umas palestras sobre Índia, se for convidado, de dhoti e com cara de maluco, só pra chocar a burguesia.
Aqui, fiz um voto solene de andar pra baixo e pra cima de short e bermuda, ignorando a suposta proiição de usar essas roupas, que não encontrei em lugar nenhum. Se alguém se incomodar e me falar sobre isso,a aceito usar calça. Mas me sinto muito no direito de não ser indiano e de não querer ficar suando de calça comprida debaixo de um sol de 30 graus.
É. É isso. Tenho esperança de fazer o skype funcionar no Ananias, por enquanto não deu certo...mas pelo menos o Word voltou. Ufa... como eu tava com medo de perder tudo!!!
E, também para a nossa alegria, não foram encontrados vírus nos backups que eu fiz. ..
Eu termino citando o Tagore, pra vocês saberem como é lindo:
Fizeste-me sem mim, pois este é o teu prazer. Vives esgotando esta taça frágil e enchendo-a sempre de vida fresca.
Levaste por montes e vales esta pequena flauta de bambu, e soprando-a atravessaste-a de melodias sempre novas.
Ao toque imortal das tuas mãos, o meu pequeno coração esquece os limites da alegria e cria inexprimíveis expressões.
Teus dons infinitos vêm a mim apenas sobre estas minhas tão exíguas mãos.
Passam os tempos, vais vertendo sempre, e sempre há o que encher.
(Anjal I)
Por mim, tinha escrito só isso aí hoje, e já tava bom.
Mas eu sei que muitos ficam ávidos por novidades, e hoje as houve, pois...
Queijos a todos.
5 comments:
Oi, meu querido!
Gostei de todas as novidades...e superações de todos os dias!
Tenho também uma coisinha do Gandhi pra vc:
"Se eu insisto em repetir para mim mesmo que não posso fazer determinada coisa, é possível que acabe me tornando realmente incapaz de fazê-la. Ao contrário, se tenho a convicção de que posso fazê-la, certamente adquirirei a capacidade de realizá-la, mesmo que não a tenha no início do processo."
Parabéns a você que acreditou no sonho, no processo e na realização de tudo o que vc vive aí agora!
Também me lembrei de vc quando li Ferreira Gullar hoje num artigo sobre buscas...
"TRADUZIR-SE
Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.
Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.
Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.
Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.
Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
– que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?"
Seus textos se traduzem pra mim em pura arte...de buscas, encontros e renovação de sonhos!
Um beijo de saudades dos nossos abraços apertados!!!
Que bom comer de graça coisas gostosas!Cuidado para não ficar muito gordo,ein? Será mesmo que não se pode usr bermuda aí? Ah, quando vc for fazer uma palestra sobre a Ìndia eu vou querer assistir.Vou lembrar do Juarez, professor de História, lembra-se? Quando ia falar de Napoleãp, vestia-se como ele, quando ia falar da II guerra, colocava o bigodinho de Hitler, e assim por diante.; Então, aproveite o máximo, pois o tempo realmente está voando...Beijos!
Hhhmmmm, isso me fez lembra a Surya, que segundo a sogra, vivia "arrastando o saree" na novela... Rsrsrsrs...
que vontade de ir aí!!
achei legal as roupas do pessoal. bjo
Não esquece do meu saree (tava na minha listinha!!!) E eu achava que escrevia sari...
M
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