Corvos não sabem cantar.
Nos coqueiros não há maritacas.
Os pombos estão por toda a parte, mas são atacados pelos gaviões.
A água tem cisco, e uma limpeza do chuveiro revelou algumas pedrinhas.
A comida é apimentada, às vezes até sinto.
As ruas são bagunçadas, ninguém anda na mão, ninguém respeita sinal.
Missa? Em língua alienígena inglesa, e com dois pais-nossos.
Cabelo bem cuidado é oleoso.
Homem de saia, e as meninas não podem andar de camisas de meia. Camisas de meia são muito sensuais.
Energia elétrica totalmente louca. De 110 a 237, pode esperar qualquer coisa.
Soquetes de lâmpada sem rosca. E no lugar, um encaixe.
Caminhões, betoneira, bate-estacas, soldadores... tudo durante a noite.
Saia de noite sempre com uma lanterna. Isso é o normal.
Fogão elétrico, mas a energia sempre cai.
Carros de três rodas, aos milhares.
Côco no almoço, na janta... côco é legume.
Esse lugar tá meio ao contrário... E o pior é que nem me lembro mais qual é o gosto que angu tem.
Nos coqueiros não há maritacas.
Os pombos estão por toda a parte, mas são atacados pelos gaviões.
A água tem cisco, e uma limpeza do chuveiro revelou algumas pedrinhas.
A comida é apimentada, às vezes até sinto.
As ruas são bagunçadas, ninguém anda na mão, ninguém respeita sinal.
Missa? Em língua alienígena inglesa, e com dois pais-nossos.
Cabelo bem cuidado é oleoso.
Homem de saia, e as meninas não podem andar de camisas de meia. Camisas de meia são muito sensuais.
Energia elétrica totalmente louca. De 110 a 237, pode esperar qualquer coisa.
Soquetes de lâmpada sem rosca. E no lugar, um encaixe.
Caminhões, betoneira, bate-estacas, soldadores... tudo durante a noite.
Saia de noite sempre com uma lanterna. Isso é o normal.
Fogão elétrico, mas a energia sempre cai.
Carros de três rodas, aos milhares.
Côco no almoço, na janta... côco é legume.
Esse lugar tá meio ao contrário... E o pior é que nem me lembro mais qual é o gosto que angu tem.
2 comments:
Ah, Julinho, e ainda falta o mesmo tanto do tempo que vc está aí para vc voltar e saborear o angu. Ai!Nem é bom contar o tempo, é melhor ir vivendo cada dia.Afinal, dentro de duas semanas vc poderá estar com o Frederico. Aliás, cuide bem dele aí, viu? O importante é ter saude e ter cuidados essenciais para não perdê-la.Um abração.
Agora imagine um indiano viajando no Brasil. Tente inverter o olhar. Quais seriam os espantos? Quais seriam os estranhamentos?
Semana passada, em Copacabana, a mulher do embaixador da Nigéria no Brasil, acompanhada de seus seis filhos, quase caiu pra trás. Perguntou para a Bárbara onde estavam os filhos dela e a Bárbara apontou para o Henrique fazendo castelo de areia comigo lá longe.
Ela ficou assustada e espantada.
Parecia pra ela um motivo de vergonha.
Enfim, encare o inevitável como
belo (Nietzsche) e curta o estranhamento próprio e também o alheio.
Abraços, Robert
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