Sunday, July 08, 2012

Hoje eu acordei, fui na missa em português, conversei com o padre, que até quis me emprestar um livro sobre o Padroado Régio, mas na verdade era do Patriarcado do Oriente, uma coisa que eu sinceramente nem sei o que é, porque é algo mais recente que o século XVII.
Depois, fui na Velha Goa, visitar uns lugares, depois à praia!

Basílica de Bom Jesus, bem veiona. 1500 e qualquer coisa.

Imagem que chama a atenção, assim se se entra na Basílica. Muito diferente de tudo que eu já vi, parece representar Moisés dando a Lei, mas também parece com o Aristóteles no quadro "Academia de Atenas".  Sinceramente, não sei quem representa.

Vista da Nave Central da  Basílica. Eu tenho uma sequencia dessa pra cada igreja que eu fui, mas não vou postar tudo porque senão fica monótono. A sequência é: Fachada, Nave, Altar Mor, Naves Laterais (Quando há), imagens e inscrições interessantes.

Altar-Mor

Altar Lateral. No alto dele, em um caixão de cristal, o corpo incorrupto do São Francisco Xavier. É algo parecido com uma múmia, mas a coloração é de gente viva e a textura ao toque, idem. Sei lá o que é isso. Muitos chamam  de milagre.

Crucifixo dentro da sacristia. Não sei se podia entrar na Sacristia, mas ninguém me segurou.

Aparentemente, o primeiro esquife, aberto, onde ficava o corpo do S Francisco. O que torna a história da incorrupção do corpo ainda mais difícil de entender.

Do alto desta colina, um rapazim no século XVI, em 1510, assistiu a reconquista de Goa, que tinha sido tomada pelo reino vizinho...

Ele ficou tão feliz que mandou construir essa igreja pra Nossa Senhora do Rosário. Será que ele ficou rezando o terço enquanto o pau comia lá embaixo? O nome do rapazim era Afonso de Albuquerque.

Uma parte meio triste! Em 1893, as ordens foram expulsas de Goa Velha, e o Governo inclusive ordenou a demolição do Monastério dos Agostinianos. A História de Goa é cheia de expulsões de Ordens. Expulsaram primeiro os Jesuítas, nos tempos do Marqués de Pombal,  dali em diante virou  moda.

Catedral de Goa. Bacana, né? Tem uma torre só... Não entrei porque tinha um povo rezando. Já pensou que coisa terrível avacalhar a reza alheia?

O Mar da Arábia, na praia de Miramar, em Panjim, onde fica o hotel. Panjim é a Nova Capital, erigida no século XIX como tal (a cidade é bem mais antiga) para tirar de Goa Velha todo mundo se possível.  Goa Velha, nos séculos XVI e XVII, tinha mais gente que em Lisboa, e era conhecida como "Roma do Oriente". Mas o caso é que um péssimo planejamento urbano e saneamento deficiente causavam surtos de cólera e malária. Por fim o Governo Português perdeu a paciência e se transferiu pra Panjim. Por isto, talvez, expulsou as ordens, pra diminuir a população. Goa Velha, sinceramente, parece uma cidade fantasma! Mas Panjim não. Tem até a praia! Onde o pessoal nada de camisa e bermuda, razão pela qual não nadei é nada e fiquei conversando com Fejat e Pauline, um casal de franceses que pensou que eu fosse indiano. Já tô acostumado.

Quando deu 6 horas, caminhei pela calçada de Miramar de volta ao Centro de Panjim. Uns 45 minutos de caminhada, em uma das calçadas da única, até agora, cidade indiana que tem calçadas.

Pronto. Cê quer mesmo que eu escreva alguma coisa?

2 comments:

MCarmen said...

Adorei as fotos! Eu hein, que coisa mais esquisita ir à praia de roupa...deve ficar um mele só... bj

Teresa said...

Caraca! Quanta aventura! Como vc consegue suportar isso?