Depois da missa as nove da madrugada (ainda mais madrugada pra quem só dormiu às tres e meia), teve um chá.
Depois do chá, teve futricação no site de comprar passagem de trem. Goa, entre os dias 04 e 12 de Julho.
Depois disto, almoço.
No almoço um padre crúzio me perguntou de onde eu era, e quando falei "do Brasil", ele respondeu "então você fala português" em português perfeito. Me explicou que os crúzios aqui da Índia fazem Filosofia e Teologia no Brasil, e que ele morou aí por 7 anos. Depois perguntou se eu sei fazer feijoada, disse que adora. Que papo surreal para se ter em plena Bangalore!
Depois me enfiei no apartamento, aprendendo esse raio de alfabeto drávida, com o qual o Tâmil e o Malayalam são escritos. Muito difícil, mas consigo enxergar alguns padrões. As letras silábicas são, igual no devanagari (a escrita do sânscrito) formadas de uma parte de baixo que é a consoante, e a parte de cima é a vogal. Beleza, posso viver com isto.
Depois, passei por recomendação do Padre Alegria (Father Joy, o teacher de Tamil) um tal de Cooling Oil, que comprei outro dia por curiosidade. Passa-se na cabeça e no corpo meia hora antes de tomar banho. Fiquei com frio. De verdade. O trem é Cooling mesmo. Comprei porque ele promete fazer você dormir sono profundo. É uma preparação Ayurvédica. Não tinha usado porque tinha dormido bem, então pra que? Mas usei hoje por conta do calor. Podia chamar Icing Oil, que tava mais certo.
Depois, momento multimídia. Skype pra casa, pra Gisele. Isto, claro;
Depois de jantar no RU, que se reabriu hoje. Foi lá que encontrei o padrezinho que fala um português lindo e.
Depois, fiquei pensando que a vida é feita de Depois, e nunca de Antes.
Antes do que? O que vai acontecer na sua próxima respiração? Jesus bem que podia voltar, claro.
Ou podia não ter próxima respiração, e eu poder me encontrar com ele assim num repente.
Hoje é aniversário da Joana, que fez exatamente isto tão logo pôde. Cedeu à Madrasta Natureza? Abraçou a morte?
Sim.
Dançou com Ela, a Irmã mais velha. E morreu como só os que vivem podem fazer.
Quando eu morrer... ah, que dia será? Quanta curiosidade eu tenho.
Quero saber como pode ser que tudo fale dEle, e nada O seja semelhante.
Quero entender essa distância.
Ele é tão íntimo, mas tão íntimo de mim, que eu não consigo ser. Ele é mais íntimo de mim que eu mesmo. E eu, que me evito tanto, como vou poder conhecê-lo, se é aqui que mora?
No fundo. Bem fundo. Muito fundo.
No fundo de mim, onde mora tudo.
Depois deste tudo, eu O verei. Como me dói saber que precisarei morrer pra isso.
A morte é péssima dançarina, pisa os nossos pés. Mas eu a almejo!!!! Não gosto da idéia de morrer. Mas espero morrer um dia. Minha real esperança é, que um dia,
Depois de ter tudo vivido,
Eu encontre enfim o Antes.
Depois do chá, teve futricação no site de comprar passagem de trem. Goa, entre os dias 04 e 12 de Julho.
Depois disto, almoço.
No almoço um padre crúzio me perguntou de onde eu era, e quando falei "do Brasil", ele respondeu "então você fala português" em português perfeito. Me explicou que os crúzios aqui da Índia fazem Filosofia e Teologia no Brasil, e que ele morou aí por 7 anos. Depois perguntou se eu sei fazer feijoada, disse que adora. Que papo surreal para se ter em plena Bangalore!
Depois me enfiei no apartamento, aprendendo esse raio de alfabeto drávida, com o qual o Tâmil e o Malayalam são escritos. Muito difícil, mas consigo enxergar alguns padrões. As letras silábicas são, igual no devanagari (a escrita do sânscrito) formadas de uma parte de baixo que é a consoante, e a parte de cima é a vogal. Beleza, posso viver com isto.
Depois, passei por recomendação do Padre Alegria (Father Joy, o teacher de Tamil) um tal de Cooling Oil, que comprei outro dia por curiosidade. Passa-se na cabeça e no corpo meia hora antes de tomar banho. Fiquei com frio. De verdade. O trem é Cooling mesmo. Comprei porque ele promete fazer você dormir sono profundo. É uma preparação Ayurvédica. Não tinha usado porque tinha dormido bem, então pra que? Mas usei hoje por conta do calor. Podia chamar Icing Oil, que tava mais certo.
Depois, momento multimídia. Skype pra casa, pra Gisele. Isto, claro;
Depois de jantar no RU, que se reabriu hoje. Foi lá que encontrei o padrezinho que fala um português lindo e.
Depois, fiquei pensando que a vida é feita de Depois, e nunca de Antes.
Antes do que? O que vai acontecer na sua próxima respiração? Jesus bem que podia voltar, claro.
Ou podia não ter próxima respiração, e eu poder me encontrar com ele assim num repente.
Hoje é aniversário da Joana, que fez exatamente isto tão logo pôde. Cedeu à Madrasta Natureza? Abraçou a morte?
Sim.
Dançou com Ela, a Irmã mais velha. E morreu como só os que vivem podem fazer.
Quando eu morrer... ah, que dia será? Quanta curiosidade eu tenho.
Quero saber como pode ser que tudo fale dEle, e nada O seja semelhante.
Quero entender essa distância.
Ele é tão íntimo, mas tão íntimo de mim, que eu não consigo ser. Ele é mais íntimo de mim que eu mesmo. E eu, que me evito tanto, como vou poder conhecê-lo, se é aqui que mora?
No fundo. Bem fundo. Muito fundo.
No fundo de mim, onde mora tudo.
Depois deste tudo, eu O verei. Como me dói saber que precisarei morrer pra isso.
A morte é péssima dançarina, pisa os nossos pés. Mas eu a almejo!!!! Não gosto da idéia de morrer. Mas espero morrer um dia. Minha real esperança é, que um dia,
Depois de ter tudo vivido,
Eu encontre enfim o Antes.
2 comments:
Encontrar alguém falando nossa língua é tão bom! Aproveite para lembrar de seu idioma, porque senão, daqui a pouco vc vai tá falando uma misturada danada de linguas.E acaba esquecendo o próprio idioma.Brincadeira, não é o caso de jeito algum.Suas reflexões de hoje estão um tanto melancólicas.UM BEIJO DE MÃE PARA MELHORAR O ASTRAL.
Ainda eu: nos 30 anos da Joana aconteceu a missa de envio para o Encontro que os jovens prepararam para suas famílias. Isso é sinal claro dos frutos de seus trabalhos aqui, junto a nós, ela que tanto acreditou e lutou, doando seu cem por cento em favor do Reino de Deus.Deus seja lovado por sua misericórdia!
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