Ok. O trem parou no fim do mundo, minha gente. Uma tal de estação Krishnarajapurm. Assim mesmo, que acaba a palavra: prm.
Pra chegar lá, peguei o tal trem em Madurai às 12 hs, ele chegou auqi às 21:48. ou seja, atrasou 3 minutos, porque no time-table dele diz que ele chega em Bangalore 21:45.
Bangalore é grande, beeeem grande. Entre o Rio de Janeiro e São Paulo: 8 milhões de habitantes.
E essa estação fica a 27 km daqui da Universidade. Isso, de tuc-tuc, é uns 40 minutos.
No trem, conheci um missionário sem igreja enjoado. De cada 5 palavras que ele falava, uma era Iesucristu. Esse é o nome do Rapaz aqui por estas bandas. Ele estava na cabine do lado, tentando converter um hindu.
Na minha (são 4 por cabine) estávamos eu, uma moça muçulmanda grávida e um pai e filho hindus.
De acordo com a Bíblia, o moço vai viver muito, porque ele honra o pai dele. Aliás, este é o único dos dez mandamentos que “rende” alguma coisa. Todos os outros são “faz isso, não faz aquilo” e pronto. Este é “honra teu pai e tua mãe e teus dias serão longos sobre a terra”. Láááá no Deuteronômio, depois você lê pra conferir.
E a moça grávida era fisioterapeuta e tá no oitavo mês.
E o missionário lá. Iesucristu, beaelkalnasbe bbebamn euebama uebuba Iesucristu.
Bem. Depois de comer uma janta pra lá de salgada no trem, uma coisa incrivelmente MUITO salgada mesmo, o trem chegou em 40 minutos em Bangalore. Era veggie dal com chapatti.
Eu fui a única pessoa que guentou comer, todo mundo da minha cabine e do lado jogou um tanto fora. Eu não, porque é feio jogar comida fora. Ainda mais quando se paga 37 rupias por ela.
Vim pra cá, desempacotei minhas bugingangas (posto aqui uma foto da galera) e depois fui no mercado comprar biscoito, pão, requeijão... essas coisa, né?
E uma toalha de banho tb. Pq na Índia, minha gente, não se emprestam toalhas. E foi muito custoso enxugar ao longo desses 10 dias com a toalhinha de mão. Então agora ficam as duas, assim uma estará sempre seca à espera da viagem.
Comprei também uma mochila enorme ate com rodinhas, quase uma mala mesmo. Meia mala daquela q eu trouxe do Brasil. É que ela quebrou, e eu viajei usando duas mochilas, o que não foi nada prático, tinha que ficar olhando me estressando, nhenhenhe. Aqui você põe um cadeado no trem da sua mala no seu banco. Mas e quando se tem duas mochilas, que não cbem embaixo do banco? Bem, aí vc pendura uma delas em cima de você no ganchinho do beliche e viaja caquele trem balançando em volta de você, e morrendo de medo de ela cair e quebrar tudo!
Aí essa malinha queeu comprei é to tamanho indianoi pra caber embaixo do banco. Feita especificamente pra isso!
Meu amigaço árabe/kashmir de madurai me mandou uma mensagem desejando que eu tivesse feito boa viagem. Que bonitinho!
E de tarde eu resolvi uma coisa que por increça que parível foi ficando grave! calcanhar rachado!
O meu direito estava tão rachado que doía, e sangrou uma vez em Shembaganur. Enfiei o pé na água ontem de noite por meia hora, e consegui arrancar placas de pele morta com a unha. Coisa incrível.
Aí fui no mercado, comprei um creme védico para pés, um negócio que parece um ralador de queijo e uma dessas lixas que eu sempre roubava da Aninha ou da Cecília. Não roubava da Barbara pq ela, no caso, também roubava de alguma das duas fornecedoras. Coisa de grupo B.
Enfiei o pe na água por uns quinze minutos e lixei. Meia hora cada pé. Ficou lindo!!! e saiu muita pele morta mesmo. Cornos! Mas é normal... Porque a gente aqui anda muito! Aí acaba calejando mesmo.
Somando a isso o fato de a Aninha ter casado há uns dois anos e levado embora meu suprimento de lixas podais, fazia beeem muito tempo que não lixava, né!! Mas agora já tenho meu póprio equipamento!
Varri, passei um pano, talz. Casa limpa e cheirosa...
Ah é! Uma coisa muito importante!!
Meus nós dos dedos ralaram outro dia, de tanto lavar roupa, lá em Kodaikanal. Fiquei pensando nas mãos das mães e pais do Brasil.
Que coisa.
Ter filho/marido/esposa é dar o sangue mesmo, inclusive fisicamente, lavando roupa.
E não venha me falar de máquina!
Máquina é pus fraco.
![]() |
| Ganesh, filho de Meenakshi (que é uma das formas de Parvati) com Shiva. |
![]() |
| Meenakshi, esposa de Shiva, Deusa da terra, da fecundidade. É uma das formas de Parvati. Repare que ela usa uma cordinha transversal no tronco: Ela é brâmane! |



2 comments:
É... obrigada por esse verdadeiro curso de hinduismo, poxa, não aprendi nem a metade em todo o meu curso de história, embora tenha feito um curso com um bom professor de Estudos Comparados das Religiões.Acho que eu tinha a minha cabeça fechada para as diferenças. hoje já mudei muito. Beijocas, adorei as fotos, são muito interessantes,só não gostei dos calcanhares sangrando. Cuide-se bem, viu?Bjos.
1) cuidado com a pressão arterial... Essas cumida salgada aê...
2) seu nojentão! Não acredito q catava minha liXa de pé... Kkkkk
3) paa se redimir, traz um shiva tocando flautinha desse aê pra mim?
Post a Comment