Olá pessoas! Nem parece que esta é a minha segunda sexta feira aqui Hoje, no Brasil, é dia de Bavária, pra alegria do Marcello, que adora comprar essa porcaria nas promoções do Bahamas. Ainda bem que não estou aí para ter de tomar esse purgante! Estou na terra da Kingfisher, uma cerveja com gosto de groselha.
Tudo aqui é mega adoçado, do café à coca-cola e passando pela fanta laranja, que é muito mais amarelada, doce e com metade do gás. Ou seja, uma dilícia, na opinião dos locais.
O padre Stephen insistiu muito para que eu dissesse aos meus pais e amigos que eles deviam conhecer a Índia, que aqui “tem muitos padres legais” segundo ele mesmo. E também perguntou se no Brasil tem freiras, se em Juiz de Fora tem freiras e quantas são. Respondi que devem ser umas 6 pra cada padre. Ele ficou abismado. Encontrei com ele saindo da Universidade, ele procurando o motorista meio fulo da vida e xingando um pobre dum seminarista que estava andando de moto de chinelo e sem capacete em Malayalam. Coitado do menino... mas comigo ele é doce, e ficou muito desgostoso de saber que ainda não estou morando lá dentro, e que amanhã deve ser o dia dessa mudança. Falou que ia falar com o padre Francis, o dono das residências acadêmicas. E, quando eu falei que pagaria até o dobro pra ficar lá dentro (o dobro ainda seria muito barato, cerca de 180 dólares), ele riu e disse que não quer dinheiro e que não me quer lá dentro pra pagar nada, que por ele eu ficava de graça. O que ele quer é “acolher o alien”, nas palavras dele mesmo.
Ele é o dono do complexo todo, o administrador da congregação. Enfim... amanhã, se tudo der certo, estou mudando pra lá. Mas como as coisas costumam se enrolar por aqui, até terça no máximo eu mudo ou pra lá ou pra uns apartamentos quarto e sala que tem lá em frente, porque perdi a esportiva e vou resolver no peito e na raça.
Disseram-me hoje aqui que as chuvas de Bangalore são fracas. Bom, quem disse isso foi o pessoal do estado do Kerala, onde chove por dois meses direto e onde algumas precipitações duram até duas semanas. Então chuva fraca pode ser muito bem uma que dure uns quatro dias, né? E me surpreenderam muito com a informação de que a partir de Julho Bangalore fica fria. E fria mesmo, com temperaturas de até 10 graus. Peeeeeense num ambiente de contrastes!! Isso explica muitos dos contrastes. Um lugar onde fica sem chover por 4 meses mas chove por 4 dias, e depois de um calor seco de 43 graus (estou sendo injusto, hoje está 41) faz um frio, dois meses depois, de 10 graus. Por isso que tudo aqui é contraste, se for verdade que a geografia influencia a cultura...
Na hora do almoço de hoje, comi pizza da Domino’s com o Marco, que cismou que a gente tem que comer num restaurante vegetariano indiano aqui perto. Vamos encarar qualquer dia desses, porque o lugar tem fila, então isso deve indicar que é bom. Veremos. De qualquer jeito, não tem perigo os restaurantes, o perigo é a comida de rua e a água. Então vamos encarar. Comi uma pizza mexicana, que ele disse que estava mesmo parecendo mexicana. Eu pedi uma margherita, ele essa mexicana. Trocamos uma fatia. A pizza mexicana é neopentecostal, fogo puro! Mas como arde, meu Deus! O comi só uma fatia, o Marco comeu 3. No final, os olhos dele lacrimejavam e o nariz escorria, e ele ria, todo feliz. Tudo é cultura, minha gente... o negócio arde bem mais que a comida indiana, e ele estava refestelado por poder sofrer, lembrando da terra natal.
A pizza aqui, com coca cola, custa 10 reais, a de 20 cm. Até barato, mas cara pros padrões indianos. E os copos de todos os restaurantes são pequetitinhos, de uns 75 ml. Uma coisa muito engraçada, pra todo lugar há estes copos. E eles bebem pouco refrigerante. A moça ficou espantada de cada um pedir uma garrafinha. Deve ser porque todo mundo (inclusive eu) bebe uns três litros de água por dia, então não sobra espaço pra outra coisa.
Hoje resolvi filmar o finalzinho do trajeto até o hotel. Ficou até bom, e o link segue no final desta postagem.
Peço a todos que façam uma reza braba (a Bárbara, que me ligou as seis da manhã daí pro meu celular já a fez, então está dispensada) pela minha conseguição de morar dentro do campus, que ainda está enrolada e na minha opinião incerta, mas aqui ninguém tem certeza de nada.
E pelos africanos. Hoje um rapazinho indiano ficou imitando um gorila quando o Intaka, o primo do Congo, passou. Eu olhei pra ele com muita cara de censura, e como já ando sendo apontado pelo Campus, ele parou na hora e ficou meio sem graça. Mas que coisa absurda, preconceito com a gente até aqui! O pessoal da África, quando eu passo, faz escândalo na maior intimidade, acena, dá tchauzinho, vem abraçar. O Marco acha engraçado, porque no México essas coisas não acontecem, señor. Somos tão africanos! Minha bisavó postiça, matrimoniada com o bisavô Julio que o diga. E as suas bisavós também. E esse bocó aqui fazendo coisa ridícula. Humpf! Feio! Boldati!
Me despeço assim rapidinho... hoje não aconteceu muita coisa, só o muito trivial mesmo.
Curtam o vídeo, com fundo musical e tudo!
Destaco que os ônibus, tão desiguais entre si, são todos urbanos. E que a quantidade de coisinha de três rodas andando pela rua é gigante. Na verdade, na cidade tem 2 milhoões e 300 mil veículos, dos quais um milhão e oitocentos mil são de duas ou três rodas. Li no Bangalore Mirror anteontem. Se aparecerem propagandas, clique nelas pra eu ganhar um dinheirinho (sério mesmo, meus vídeos do youtube são monetizados).
http://www.youtube.com/watch?v=0IBGbGo0NuI&feature=youtu.be
Tudo aqui é mega adoçado, do café à coca-cola e passando pela fanta laranja, que é muito mais amarelada, doce e com metade do gás. Ou seja, uma dilícia, na opinião dos locais.
O padre Stephen insistiu muito para que eu dissesse aos meus pais e amigos que eles deviam conhecer a Índia, que aqui “tem muitos padres legais” segundo ele mesmo. E também perguntou se no Brasil tem freiras, se em Juiz de Fora tem freiras e quantas são. Respondi que devem ser umas 6 pra cada padre. Ele ficou abismado. Encontrei com ele saindo da Universidade, ele procurando o motorista meio fulo da vida e xingando um pobre dum seminarista que estava andando de moto de chinelo e sem capacete em Malayalam. Coitado do menino... mas comigo ele é doce, e ficou muito desgostoso de saber que ainda não estou morando lá dentro, e que amanhã deve ser o dia dessa mudança. Falou que ia falar com o padre Francis, o dono das residências acadêmicas. E, quando eu falei que pagaria até o dobro pra ficar lá dentro (o dobro ainda seria muito barato, cerca de 180 dólares), ele riu e disse que não quer dinheiro e que não me quer lá dentro pra pagar nada, que por ele eu ficava de graça. O que ele quer é “acolher o alien”, nas palavras dele mesmo.
Ele é o dono do complexo todo, o administrador da congregação. Enfim... amanhã, se tudo der certo, estou mudando pra lá. Mas como as coisas costumam se enrolar por aqui, até terça no máximo eu mudo ou pra lá ou pra uns apartamentos quarto e sala que tem lá em frente, porque perdi a esportiva e vou resolver no peito e na raça.
Disseram-me hoje aqui que as chuvas de Bangalore são fracas. Bom, quem disse isso foi o pessoal do estado do Kerala, onde chove por dois meses direto e onde algumas precipitações duram até duas semanas. Então chuva fraca pode ser muito bem uma que dure uns quatro dias, né? E me surpreenderam muito com a informação de que a partir de Julho Bangalore fica fria. E fria mesmo, com temperaturas de até 10 graus. Peeeeeense num ambiente de contrastes!! Isso explica muitos dos contrastes. Um lugar onde fica sem chover por 4 meses mas chove por 4 dias, e depois de um calor seco de 43 graus (estou sendo injusto, hoje está 41) faz um frio, dois meses depois, de 10 graus. Por isso que tudo aqui é contraste, se for verdade que a geografia influencia a cultura...
Na hora do almoço de hoje, comi pizza da Domino’s com o Marco, que cismou que a gente tem que comer num restaurante vegetariano indiano aqui perto. Vamos encarar qualquer dia desses, porque o lugar tem fila, então isso deve indicar que é bom. Veremos. De qualquer jeito, não tem perigo os restaurantes, o perigo é a comida de rua e a água. Então vamos encarar. Comi uma pizza mexicana, que ele disse que estava mesmo parecendo mexicana. Eu pedi uma margherita, ele essa mexicana. Trocamos uma fatia. A pizza mexicana é neopentecostal, fogo puro! Mas como arde, meu Deus! O comi só uma fatia, o Marco comeu 3. No final, os olhos dele lacrimejavam e o nariz escorria, e ele ria, todo feliz. Tudo é cultura, minha gente... o negócio arde bem mais que a comida indiana, e ele estava refestelado por poder sofrer, lembrando da terra natal.
A pizza aqui, com coca cola, custa 10 reais, a de 20 cm. Até barato, mas cara pros padrões indianos. E os copos de todos os restaurantes são pequetitinhos, de uns 75 ml. Uma coisa muito engraçada, pra todo lugar há estes copos. E eles bebem pouco refrigerante. A moça ficou espantada de cada um pedir uma garrafinha. Deve ser porque todo mundo (inclusive eu) bebe uns três litros de água por dia, então não sobra espaço pra outra coisa.
Hoje resolvi filmar o finalzinho do trajeto até o hotel. Ficou até bom, e o link segue no final desta postagem.
Peço a todos que façam uma reza braba (a Bárbara, que me ligou as seis da manhã daí pro meu celular já a fez, então está dispensada) pela minha conseguição de morar dentro do campus, que ainda está enrolada e na minha opinião incerta, mas aqui ninguém tem certeza de nada.
E pelos africanos. Hoje um rapazinho indiano ficou imitando um gorila quando o Intaka, o primo do Congo, passou. Eu olhei pra ele com muita cara de censura, e como já ando sendo apontado pelo Campus, ele parou na hora e ficou meio sem graça. Mas que coisa absurda, preconceito com a gente até aqui! O pessoal da África, quando eu passo, faz escândalo na maior intimidade, acena, dá tchauzinho, vem abraçar. O Marco acha engraçado, porque no México essas coisas não acontecem, señor. Somos tão africanos! Minha bisavó postiça, matrimoniada com o bisavô Julio que o diga. E as suas bisavós também. E esse bocó aqui fazendo coisa ridícula. Humpf! Feio! Boldati!
Me despeço assim rapidinho... hoje não aconteceu muita coisa, só o muito trivial mesmo.
Curtam o vídeo, com fundo musical e tudo!
Destaco que os ônibus, tão desiguais entre si, são todos urbanos. E que a quantidade de coisinha de três rodas andando pela rua é gigante. Na verdade, na cidade tem 2 milhoões e 300 mil veículos, dos quais um milhão e oitocentos mil são de duas ou três rodas. Li no Bangalore Mirror anteontem. Se aparecerem propagandas, clique nelas pra eu ganhar um dinheirinho (sério mesmo, meus vídeos do youtube são monetizados).
http://www.youtube.com/watch?v=0IBGbGo0NuI&feature=youtu.be
6 comments:
6 freiras pra cada padre? Que pouca-vergonha!!!!
Ainda bem, que já se passaram duas sextas feiras, pois a saudade tá demais!
Mas que indiano danado de sem graça esse que zombou do primo,ein? Se fosse aqui, ele pegaria um processo. Nesse ponto,estamos mesmo uns 100 anos à frente deles, ein? Ou talvez esse pode ter sido um caso isolado, nada de ficar generalizando, pois não?
Quanto à reza brava, conheço uma que é infalível: vou pedir hoje com muita fé.Amanhã teremos boas notícias sobre isso, aposto!
Até que eu gostaria de conhecer esses padres legais, mas a India é tão longe pra mim...Bjks e até amanha~.
Gostei da participação do Valdemort nos 00:09 segundos do vídeo...xD
ainda não vi o video mas vou ver. não concordo com o pensamento de estarmos adiantados em relação ao racismo no Brasil, a quem quer que seja...esse não é o país da democracia racial, mas da dissimulação do preconceito, uma das piores formas de discriminação.
bjo julim
Na verdade foi o snape
kkkkkkk!!!É o Snape!!! Será uma homenagem à grurinha?
Post a Comment