Wednesday, June 06, 2012


Como gota d'água na folha do inhame em dia de sol, assim é meu pequeno amor por Ti.
E como a terra rachada cicatriza aos primeiros pingos dágua, assim minha vida se recompõe ao teu olhar, mesmo de esgueio, em meu favor.
Como a entranha do amante se estremece frente a amada, em cada esquina
Te amo, te vejo, te provo, flutuo.

Que sou eu para que de mim te lembres? Que fiz eu pra merecer o Teu favor?
Eu pequeno, e só.
Miserável como o menor dos animaizinhos que nada pode fazer a não ser contar com a sorte.
Porque a mim seus segredos, ó Grande Mistério que não entendo?

Carne de minha carne, osso dos meus ossos, meu semelhante, meu igual
Meu único igual, meu íntimo.
Habitas o fundo ao qual eu não consigo descer.

Não sei se a minha respiração é a sua, ou se a sua sou eu.
Minha alma estremece quando eu vejo sobre mim o seu olhar
E fico pensando, inquieto e aflito: porque eu? 

2 comments:

Glorinha said...

Que bom que joje você escreveu. E que coisa linda! Adorei mesmo.

Fabs Lawall said...

Nossa, que lindeza!!! Com certeza meu dia será mais bonito depois ter lido seu poema! Hj também achei um poeminha que a Joana escreveu (aquele que você musicou e foi cantado no meu casamento). Outra lindeza que me emocionou. Hoje é dia de poesia!!! Beijos, querido.