Eu, pequena flor diurna, ouvi passos em meio a escuridão.
Neguei-me no entanto a mostrar pétalas ou exalar perfume, preferindo a covardia dos inaptos.
Passos largos, pesados. Mais próximos. À porta.
Abre-te, florzinha minha. Abre-te, amada.
Tímida, mostrei o canto da pétala mais queimada, desprovida de qualquer coloração.
É minha pétala preferida!
Susto. Medo. Noite. A porta estremeceu à batida de seus cabelos.
Minhas pétalas, a porta. Fechada.
Oração sem sujeito... só predicado. Medo é isso, predicativo de sujeito inexistente.
Terror. Lágrima. A porta.
Em um estupro de minha desvalia, bravamente abri um olho.
Luz à porta. Calor, neste frio alívio.
Fogo.
O Sol bateu à minha porta, e vencido o medo, bailamos nossas núpcias.
Neguei-me no entanto a mostrar pétalas ou exalar perfume, preferindo a covardia dos inaptos.
Passos largos, pesados. Mais próximos. À porta.
Abre-te, florzinha minha. Abre-te, amada.
Tímida, mostrei o canto da pétala mais queimada, desprovida de qualquer coloração.
É minha pétala preferida!
Susto. Medo. Noite. A porta estremeceu à batida de seus cabelos.
Minhas pétalas, a porta. Fechada.
Oração sem sujeito... só predicado. Medo é isso, predicativo de sujeito inexistente.
Terror. Lágrima. A porta.
Em um estupro de minha desvalia, bravamente abri um olho.
Luz à porta. Calor, neste frio alívio.
Fogo.
O Sol bateu à minha porta, e vencido o medo, bailamos nossas núpcias.
1 comment:
Belísssimo! Adorei.
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